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Olimpíadas da Oratória

O Dr. Banana

 
 
      Na Europa, existe um país chamado Malta, país esse onde costuma haver provas anuais para quem gosta de inventar coisas. Na primeira eliminatória, apareceu um homem tão esquisito que mal sabia dizer o nome da capital do país onde vivia: em vez de dizer LA VALLETA dizia LA PALETA e as invenções que ele inventava já tinham sido inventadas e outras não davam jeito nenhum. Ele era conhecido por Dr. Banana. Voltando ao concurso… o Dr. BANANA apareceu lá com uma grande caixa de ferro, muitos papéis e uma caixa de fósforos. O júri começou a ver as invenções e a tomar notas.
      - Dr. Banana, o que nos vai apresentar hoje?
      - Vou apresentar o FAZEDORDEFUMOINATOR.
      - E o que faz o FAZEDORDEFUMOINATOR?
      - É óbvio que faz fumo!
      - E a parte do “inator”?
      - É para a palavra ser maior, mas veja esta maravilha!
      O Dr. Banana pôs a maquineta ferrugenta a trabalhar e em 30 segundos a sala estava quase cheia de fumo negro, até que ao longe ouviu-se um barulho de uma máquina «vuuuuuuuuuuuuuuuuu» e o Dr. Banana diz:
      - Isto é uma ventoinha desenfumadora? É que se for, parem já isso, porque isto não faz mal a uma mosca!
      Em pouco tempo, a sala estava novamente sem fumo, e no chão e em cima da passadeira vermelha só se viam moscas mortas. O Dr. Banana chegou a uma conclusão e disse:
      - Talvez faça mal às moscas, mas a minha invenção vai ser um sucesso!
      Quando anunciaram que o vencedor era o Sr. Amora por ter inventado o desenfumador, o Dr. Banana disse «FOGO!» como quem estava aborrecido. O pânico instaurou-se na sala, pois toda a gente pensava que havia mesmo fogo, apesar de não haver, e desataram a pedir extintores, mantas de incêndio etc., um homem, que estava na varanda de cima, ouviu o pedido do outro e atirou um extintor de pó ABC lá para baixo, mas teve uma grande pontaria, pois acertara em cheio na cabeça do Dr. Banana. Ninguém sabe o que aconteceu, mas deve ter sido remédio santo, pois o Dr. Banana começou a inventar coisas com sentido e a dizer a capital da Malta como deve ser. Quando gozavam com ele a dizer LA PALETTA ele dizia:
      - Ai ai ai ai ai não é LA PALETTA é LA VALETTA !
      A sua última invenção até hoje foi uma espécie de pianinho que, quando era tocado, fazia um som tão bonito que trazia de volta a cara alegre dos velhotes, como se fossem novamente crianças, com um rosto bonito e felicíssimo.   
      O Dr. Banana já tem nos planos muitas outras invenções malucas e interessantes, uma delas é uma máquina como os detetores de metais dos aeroportos, mas para ver se as capitais são verdadeiros ou falsos.
 
                                                                           Abel Ribeiro, 7ºD

 
História da Menina do Gorro Roxo...
 
 
            Certo dia, quando a Menina do Gorro Roxo (sim, gorro roxo!) estava em casa no computador, recebeu um email da mãe que dizia que a sua avozinha ia colocar uma pilha no coração. Claro que a menina se sentiu na obrigação de ir visitar a sua avó ao hospital.
          O seu ex-namorado Lobo Mau soube da notícia e tentou antecipar-se. Lobo Mau conseguiu, porque a Menina do Gorro Roxo teve de enfrentar uma enorme tempestade de carros de Carnaval. Ainda tentou ligar para a patrulha de Peniche, mas estavam todos em greve geral!
           Quando chegou ao hospital, a Menina do Gorro Roxo deparou-se com o Lobo Mau a atentar a sua avó e atacou o Lobo. Mas, enquanto lutavam, vieram-lhe à cabeça as lembranças de quando ainda namoravam e eram corações por todo o lado: por cima, por baixo, ao lado... E o amor recomeçou!
           E para espanto de todos, a velha estava bem! Até o Lobo Mau se lembrar e tocar a gaita e a velha se levantar da cama, a dançar aos pulos...
             E assim viveram felizes para sempre… até chegar a conta do hospital, pois a avó da Menina do Gorro Roxo não tinha seguro de saúde...
 
Diogo Gregório,  7º B

 
Velhinha vivida, velhinha descontraída
 
 
 
      Vou contar a história da avozinha que foi assaltada! Será?!
      Era uma velhinha muito simpática que vivia em Lisboa, achava ela! No fundo, ela morava era na Pontinha. Mas ela era tão taralhouca que nunca sabia onde é que estava. A sua cabeça era como um labirinto, onde ela andava perdida. Toda a sua vida tinha sido um grande stress. Como trabalhava muito longe de casa, tinha que apanhar muitos transportes e levantava-se cedíssimo, pois antes ainda tinha que levar os filhos à escola. (Agora imaginem lá a confusão que não era! Os miúdos nunca chegaram a horas e, algumas vezes, até ficaram em escolas trocadas!)
      Desde que se reformou, a sua vida mudara bastante. Levantava-se tarde, tomava o pequeno-almoço no café mais próximo - ou então lá se perdia ela! - e durante o dia andava pela casa, ouvindo música, vendo televisão e recordando a sua vida passada, através dos milhentos álbuns de fotografias que tinha guardados nos seus enormes e antigos armários.
      Certo dia, a velhota ouviu uns barulhos estranhos e apercebeu-se de uns homens que se aproximavam, subindo apressadamente a escadaria do prédio. Os homens arrombaram a porta e assaltaram-lhe a casa. (ai que violência, não podiam ter batido à porta?) Desarrumaram todas as gavetas. Ai!... Não sei se eram gavetas … Já estou confuso como a velhinha! Encontraram muitas jóias. Ai!... Não sei se eram jóias… Esta cabeça! E levaram-lhe um relógio de ouro. Ai!… Não sei bem se era de ouro…
      A velhota que era esperta, para não lhe fazerem mal, escondeu-se no armário. Ai!… Não sei se foi no armário… Que confusão! Foi, foi … foi no armário! Os ladrões encontraram-na e perguntaram-lhe o que fazia ela lá, e ela respondeu:­
      - Olhe, estou aqui na paragem… estou à espera do 17 (autocarro)! Tenho que ir buscar os meus filhos à escola!
 
Tomás Coelho,  7º D

 
JONAS… UM GATO ESPECIAL!!

 
      Ora muito boa tarde. O meu nome é Jonas e sou um gato espppeeeeccciiiiaaaal. Porquê? Perguntam vocês!!! Ora porque assisti ao nascimento de um menino especial!!! Especial porquê? Não sei… sou só um gato… não percebi bem…
      Acho que foi porque no dia em que nasceu recebeu a visita de 3 engravatados que entraram pela cabana da minha família adentro. Como é que posso explicar … eram 3 pessoas ricas que traziam prendas…pareciam Reis Magos, mas não eram porque esses estão extintos… Eram.. eram… aquelas pessoas que existem aos montes… parecem uma praga… hummmm… políticos  é isso… eram Reis Políticos !!!!
Então continuando… Entraram os três juntos e viram o recém-nascido. O primeiro Rei Politico aproximou-se do menino e disse:
      - Toma esta equivalência. Com isto podes ser o que quiseres na vida.
      Os pais ficaram maravilhados. O filho tinha o futuro garantido!!! Aproximou-se o segundo:
      - Eu trago-te uma carteira. Poupa muito, pois quanto mais poupares mais o estado te pode tirar.
      Depois disto, todos ficámos à espera que o terceiro, até agora calado, falasse. Houve um momento de silêncio. Todos se entreolharam até Relvas dizer:
      - Não tens vergonha, ó Coelho? Não trazes uma prenda ao menino!!!! Eu e o Gaspar pelo menos fomos bondosos o suficiente para trazer um presente.
      - Não trouxe nada… Esperem, aliás até tenho duas coisas para o menino. Mas primeiro quero fazer uma pergunta … porque é que não nasceste no hospital?
      - Com tantos cortes que o governo fez não nos aceitaram em lugar nenhum!! - disseram os pais em coro.
      Mudou rapidamente de assunto:
      - Passemos aos presentes: Toma 1 euro.
      Os pais olharam com desprezo para Passos Coelho.
      - O que foi? Já está mais rico do que alguns portugueses.
      De repente ouviu-se a voz de uma velhinha.
      - Deixa-me passar. Ele é meu neto. Não me obrigues a usar a mala.
      - O que foi aquilo? – perguntou a mãe do menino.
      - Aquilo deve ter sido o meu segundo presente.
      - O seu segundo presente? - perguntou o pai.
      - Sim. De agora em diante o seu filho vai ter um segurança pessoal que vai cobrar 5 euros à hora a quem quiser ver o menino. Por isso vocês todos têm de pagar, pelas minhas contas 2.50 euros.
      - Mas nós não temos dinheiro … - disseram os pais.
      - Calma,  estou a brincar.
      Os pais suspiraram de alívio.
      - O Relvas e o Gaspar não pagam.
      Entrou a avó na cabana.
      - Vejo que pagou a entrada - disse o Gaspar.
      - Não!! Dei com a mala no segurança e pu-lo a dormir que é o que você faz quando fala.
      A avó que via mal aproximou-se do Coelho, apertou-lhe as bochechas e disse:
      - Os rapazes de hoje em dia nascem cada vez maiores. Toma este coelho de peluche para quando te chateares com Passos Coelho o atirares à parede.
       - Minha senhora, vou ter de a mandar prender por ofensa ao Governo. - disse Passos Coelho.
      - Reconheço esta voz em todo o lado…
       Dizendo isto deu uma malada em Passos Coelho e, no mesmo golpe, sem que Gaspar tivesse hipótese de dizer alguma coisa, acertou-lhe também. Relvas aproximou-se e disse:
       - Afaste-se, minha senhora, olhe que eu tenho equivalência de artes marciais.
       A senhora levantou a mala e ouviu-se Relvas à distância:
       - Também tenho equivalência a fugitivo.
       E foi assim que se deixou um adormecedor de pessoas a dormir, um homem cheio de equivalências a fugir e um Coelho de patas para o ar. Pode dizer-se que se “arrumaram três políticos de uma só malada”.
 
Henrique Santos, 8ºC
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