Les Catherinettes
No dia 25 de novembro, os alunos da nossa escola comemoraram o dia de Santa Catarina, padroeira das raparigas solteiras (as “Catherinettes”), apresentando a concurso 66 chapéus originais. As professoras de Francês dão os parabéns a todos os participantes, pela sua criatividade e empenho. Este ano são vencedores do concurso os alunos: Margarida Sousa do 7.º B (1.º lugar), Maria Dias do 7.º B (2.º lugar) e André Chagas e Francisco Azevedo do 7.º C (3.º lugar).
A tradição das “Catherinettes” remonta à Idade Média, época em que, todos os anos, em muitas igrejas, as raparigas, com mais de 25 anos, solteiras, renovavam o chapéu da imagem da Santa Catarina e saiam em procissão, na esperança de encontrar marido. Hoje em dia, é sobretudo uma grande festa para os criadores da alta-costura parisiense. Comemora-se também em pequenas aldeias e por graça, em almoços de trabalho, nesse dia.
Santa Catarina de Alexandria, padroeira dos estudantes, dos pregadores, dos filósofos, dos advogados, dos bibliotecários (provavelmente por associação com a famosa biblioteca de Alexandria) e das raparigas solteiras, nasceu numa família nobre da Alexandria, no Egito, por volta do ano 288 d.C., numa época em que muitos cristãos eram perseguidos e torturados.
Desde muito jovem, interessou-se pelos estudos das diversas ciências humanas na escola de Alexandria. Catarina, cuja inteligência estaria ao nível dos professores mais sábios do seu tempo, censurou o imperador pela sua crueldade e demonstrou a sua limitação por ser pagão, afirmando que o seu Deus era o único realmente vivo e o seu Rei era Jesus Cristo". O imperador, impressionado com a jovem, respondeu com uma proposta de casamento, desde que Catarina estivesse disposta a abandonar a fé cristã. A resposta foi negativa e Maximino, sentindo-se provocado, chamou então as mais sábias personalidades, prometendo grandes recompensas àqueles que conseguissem refutar as ideias de Catarina, num debate teológico em praça pública. A jovem de Alexandria não apenas venceu o debate como converteu os enviados de Maximino ao cristianismo, o que provocou a ira do imperador, que condenou então todos os sábios à morte. Frustrado, o imperador mandou prender e torturar Catarina na masmorra.
Diz a lenda que imediatamente após a sua morte, no dia 25 de novembro de 310, os Anjos desceram do céu para carregar Catarina para o Monte Sinai, onde, no século VI, foi erguido um mosteiro por ordem do imperador Justiniano, mosteiro esse que foi sempre preservado pelos muçulmanos, por ordem direta de Maomé. Durante a Guerra dos Cem Anos, era uma das santas que apareciam a Joana d'Arc, incitando-a à resistência contra os invasores ingleses.