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Erasmus+ KA1 – Designing Inclusive Educational Environments

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De 09 a 14 de dezembro de 2019 realizou-se a primeira formação para docentes do Agrupamento de Escolas de Atouguia da Baleia, prevista no âmbito do Projeto Erasmus+ Ação-Chave 1 (KA1) “Por uma Escola Inclusiva”, mobilidade individual para fins de aprendizagem, tendo envolvido quatro docentes (duas do primeiro ciclo, uma do segundo ciclo e outra do terceiro ciclo).


Esta primeira mobilidade teve lugar em Florença, cuja temática desenvolvida foi “Designing Inclusive Educational Environments” (Conceção de ambientes educativos inclusivos), com os seguintes objetivos:

    - conhecer as políticas educativas no âmbito da educação inclusiva, no país de cada participante;
    -  programar aulas e atividades diferenciadas para a sala de aula;
    - conhecer e usar ferramentas TIC adequadas a um ensino diferenciado, mas inclusivo;
    - desenvolver estratégias, técnicas e recursos de aprendizagem a partir de várias atividades práticas.
 
Nesta formação participaram docentes de diferentes países (Roménia, Alemanha, Finlândia, Suécia, Grécia e Portugal), que partilharam as suas realidades educativas – umas mais progressistas e inclusivas do que outras. Neste evento pela educação foi importante percebermos e apercebermo-nos, enquanto docentes da escola pública portuguesa, de que a nossa realidade educativa (no nosso agrupamento, em particular, e no nosso país, em geral) é inovadora, progressista e inclusiva. É um processo que estamos a encetar, pois trata-se de um caminho que, certamente, terá os seus obstáculos, mas que no fim servirão como uma mais-valia, no sentido em que contribuirão como elementos facilitadores para a aquisição das aprendizagens e conhecimentos, junto dos nossos alunos, pois esses serão sempre o nosso foco.
 
Certamente que não haverá uma educação perfeita. Todavia, a nossa legislação permitiu “dar o salto” da integração (prevista pelo Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro) para a educação inclusiva, que foi legislada e validada desta forma com a implementação do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho.
 
Esta mobilidade foi importante, na medida em que contribuiu para percecionarmos, enquanto docentes, que a nossa credibilidade, enquanto Agrupamento, saiu reforçada e, enquanto país, ousados e inovadores, em termos de educação inclusiva e um paradigma a seguir. Fomos bastante valorizados pelos outros países ali representados na formação: “We have a lot to learn with the Portuguese” – temos muito a aprender com os portugueses – realçou um dos docentes romenos.
 
A Educação inclusiva é uma premissa que deve ser encarada como uma mais-valia junto da comunidade educativa, pois projeta-nos para a diversidade e para os valores, para uma cultura de boas práticas colaborativas, proporcionando e criando um ambiente de aprendizagens inovadoras, criativas e divertidas, por exemplo, fazendo uso das ferramentas digitais disponíveis e gratuitas, flexibilizando, personalizando e diversificando aprendizagens; é um processo, que poderá ser mais ou menos longo, de acordo com as vontades dos agentes educativos envolvidos na educação das nossas crianças e jovens (vide https://apcrsi.pt/dossiers_old/inclusao/index_para_a_inclusao.pdf).
 
A inclusão permite a diferenciação, a diversidade, a colaboração: é necessário o equilíbrio entre as competências interpessoais, afetivas/comportamentais e sociais (“soft skills”) e as competências técnicas, formais e funcionais (“hard skills”), funcionando o professor como um facilitador de aprendizagens e de conhecimentos.

A próxima mobilidade será em Praga, na República Checa, que decorrerá entre os dias 23 e 27 de março de 2020 com o tema “Inclusive Education” – Educação Inclusiva.

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